Como preservar a fertilidade feminina

A perda da fertilidade feminina é bastante comum em mulheres que iniciaram o tratamento do câncer por meio de quimioterapia e radioterapia, armas sem dúvida fundamentais na luta contra a doença. Por conta disso, além de outros fatores relacionados à ocorrência da menstruação, em alguns casos a mulher pode não conseguir realizar o sonho de ser mãe com os próprios óvulos.

Nesses casos, a preservação da fertilidade pode ajudar as pacientes!

Diversas técnicas estão disponíveis e a escolha do método é definida em conjunto com o oncologista, baseada no tipo de câncer, na idade da paciente e no planejamento do tratamento.

Confira alguns dos procedimentos utilizados para a preservação da fertilidade feminina.

 Análogo de GnRH

O uso de análogos de GnRH (Lupron®) têm como objetivo deixar os ovários em repouso, assim os efeitos da quimioterapia são menores. Entretanto, os trabalhos ainda são controversos e sua utilização deve ser discutida com a paciente, levando em conta os possíveis efeitos colaterais.

Congelamento de embrião e óvulo
Essa é uma técnica bem estabelecida e segura, que apresenta boas taxas de sucesso. Antes da quimioterapia a paciente é submetida ao estimulo ovariano, os óvulos são retirados do corpo da mulher, fertilizados com o espermatozoide e congelados. A paciente passa pelas mesmas etapas da fertilização in vitro, mas em vez de fazer a transferência dos embriões, eles são congelados e só serão transferidos quando a paciente estiver apta a ficar grávida.

  Congelamento de tecido ovariano

Trata-se de uma técnica ainda experimental, com diversos estudos conduzidos pelo mundo. Essa abordagem pode ser utilizada por crianças e mulheres que não podem esperar o tempo necessário para o estimulo ovariano. Através de uma cirurgia abdominal, é feita a retirada de um dos ovários (ou parte dele), para que seja preparado no laboratório e congelado. Quando a paciente estiver curada, o ovário pode ser reimplantado e após um período entre 4 e 6 meses a paciente volta a ovular, podendo, assim, engravidar novamente (naturalmente ou com auxilio da fertilização in vitro). Atualmente, existem relatos de aproximadamente 40 nascimentos de pacientes que fizeram o transplante do ovário congelado. Muitos estudos ainda são necessários para melhorar a técnica, mas é uma abordagem promissora que poderá ajudar muitas pacientes no futuro.

 Pontos importantes:

  • A gravidez após um câncer, seja espontânea ou com auxilio das técnicas descritas, é segura. Quando autorizada pela equipe (oncologista e obstetra), a mulher pode, sim, ter um bebê saudável.
  • O mais importante para a preservação da fertilidade é o encaminhamento precoce para o especialista. Quanto antes a paciente passar em consulta, maiores serão as possibilidades e mais efetivo será o tratamento.
  • Cada caso deve ser avaliado individualmente e a conduta deve ser definida em conjunto entre a paciente e o oncologista.
  • Consulte seu médico sobre este assunto.

 

Fonte: Dr. Alexandre Lobel.

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